Procure um veterinário, principalmente se foi quantidade significativa ou se o cão é pequeno. Os sintomas demoram de 1 a 5 dias para aparecer — o tratamento precoce evita anemia grave.
Tenha em mãos: peso do cão, tipo de cebola (fresca, em pó, refogada) e quantidade aproximada.
Em emergência, você também pode ligar para o 0800 014 1149 (Centro de Controle de Intoxicações).
A cebola pertence ao gênero Allium, mesmo grupo do alho, alho-poró e cebolinha — todos tóxicos para cães e gatos. A toxicidade vem dos compostos sulfurados como o n-propil dissulfeto e os tiossulfatos. Essas substâncias atacam os glóbulos vermelhos, oxidando a hemoglobina e formando os chamados "corpúsculos de Heinz".
O resultado é a anemia hemolítica: os glóbulos vermelhos se rompem e o cão fica sem oxigênio circulando adequadamente. Pode levar à insuficiência respiratória, falência de órgãos e morte.
Todas as formas são tóxicas. O cozimento não destrói os compostos sulfurados. A cebola em pó é a mais concentrada e perigosa, encontrada em:
| Forma | Quantidade tóxica | Exemplo |
|---|---|---|
| Cebola fresca/cozida | 15-30g por kg | ~150-300g para cão de 10kg (1 cebola) |
| Cebola em pó | 5g por kg | 1 colher de sopa para cão de 10kg |
| Cebola desidratada | 5g por kg | Mais concentrada que fresca |
Aparecem entre 1 e 5 dias após a ingestão (mais lentos que outras intoxicações):
O protocolo inclui descontaminação (vômito induzido, carvão ativado), fluidoterapia intravenosa e exames de sangue para verificar grau de anemia (hemograma, presença de corpúsculos de Heinz). Em casos graves, transfusão sanguínea e oxigenoterapia. O tempo de internação varia de 24h a vários dias.
A maioria dos pratos brasileiros leva cebola ou alho — feijão, arroz temperado, carnes, frangos, sopas, refogados. Por isso a regra é simples: nunca dê comida da sua casa ao cão. Se quiser oferecer alimentos naturais, ofereça sem tempero algum: frango cozido em água, arroz puro, batata cozida sem nada.
A cebola contém compostos organossulfurados — em especial o N-propil dissulfeto — que atacam diretamente os glóbulos vermelhos do cachorro, oxidando a hemoglobina e provocando a formação de corpúsculos de Heinz. Esses corpúsculos deformam a estrutura das hemácias, que passam a ser destruídas pelo próprio sistema imunológico do animal em um processo chamado anemia hemolítica. O organismo perde capacidade de transportar oxigênio pelos tecidos, e em casos graves o quadro pode ser fatal. O ponto crítico que muitos tutores desconhecem é que todas as formas de cebola são tóxicas — crua, cozida, refogada, desidratada, em pó, em flocos, em molho ou disfarçada em temperos industrializados. O cozimento não neutraliza os compostos danosos; a cebola em pó, aliás, é ainda mais concentrada e perigosa por peso do que a versão fresca.
A dose considerada perigosa é relativamente baixa: cerca de 5 gramas de cebola por quilo de peso corporal já pode causar sintomas sérios. Isso significa que um cachorro de 5 kg pode passar mal com apenas 25 g de cebola — o equivalente a menos de meia cebola pequena, ou uma colher e meia de sopa da versão picada. Os sintomas incluem fraqueza, letargia, respiração acelerada, mucosas pálidas, urina escura ou avermelhada, falta de apetite e vômito. O detalhe traiçoeiro é que o quadro clínico costuma se desenvolver de forma retardada: os primeiros sinais podem levar de 24 horas até 3 dias para aparecer, quando o processo de destruição das hemácias já está adiantado. Fique especialmente atento a temperos industrializados, caldos em cubo, sopas prontas, molhos de tomate temperados e comida japonesa, que frequentemente contêm cebola em pó — sempre leia o rótulo. A orientação é clara e sem exceções: cebola é um alimento proibido para cães em qualquer quantidade. Se houver suspeita de ingestão, procure um veterinário imediatamente, mesmo antes de qualquer sintoma aparecer.