O queijo é um dos petiscos preferidos dos cães e, se escolhido com critério, pode ser oferecido como guloseima ocasional. É amplamente usado pelos tutores para esconder remédios, recompensar em treinos e reforçar adestramento. A regra principal é: prefira queijos magros, frescos e sem sal, em pequenas quantidades.
Queijos magros são fonte de proteína de alta qualidade, cálcio, fósforo e vitamina A. O queijo cottage, em particular, é tão magro e digerível que é frequentemente indicado por veterinários em dietas brandas para cães com problemas gastrointestinais — misturado a arroz branco, como alternativa ao frango desfiado. Como recompensa em adestramento, um pedacinho de queijo é irresistível para a maioria dos pets.
O primeiro cuidado é a intolerância à lactose. Muitos cães adultos produzem pouca lactase e podem ter desconforto intestinal, gases e diarreia após ingerir laticínios. Felizmente, queijos curados têm menos lactose que leite, mas ainda vale observar a reação do seu pet.
O segundo problema é a gordura. Queijos como mussarela, parmesão, provolone e gorgonzola são muito gordurosos. Em excesso, podem causar ganho de peso e, em cães predispostos, desencadear pancreatite — uma inflamação séria do pâncreas.
Na ordem, do mais ao menos recomendado: cottage (o melhor — magro, baixa lactose, fácil de digerir), ricota fresca sem sal, minas frescal light, mussarela de búfala ou light. Use sempre em cubinhos bem pequenos. Para esconder comprimidos, o cottage é perfeito — a textura cremosa camufla o remédio e a maioria dos cães aceita sem desconfiar.
Frequência: 2 a 3 vezes por semana, no máximo.
Após oferecer queijo pela primeira vez, fique atento por 24h a sinais de intolerância: diarreia, gases, desconforto abdominal, vômito. Se seu pet tem histórico de pancreatite, obesidade, problemas cardíacos (queijos são ricos em sódio) ou dieta controlada por diagnóstico, evite queijo por completo e converse com o veterinário sobre alternativas de recompensa.