O ovo é um dos alimentos humanos mais indicados como complemento ocasional na dieta do gato. É uma proteína de alta qualidade, fonte de taurina — aminoácido essencial para felinos — e traz benefícios reais para a pelagem e o sistema imunológico. A regra básica é igual à dos cães: sempre cozido, nunca cru.
Gatos são carnívoros estritos, o que significa que dependem de proteína animal para sobreviver. Nesse contexto, o ovo é uma excelente fonte, contendo todos os aminoácidos essenciais, incluindo a taurina (importante para coração, visão e sistema nervoso do gato) e a arginina. Também traz biotina (pele e pelagem), selênio, ácido fólico e vitamina A.
Gatos com pelagem opaca, queda excessiva de pelos ou em recuperação de cirurgia podem se beneficiar de pequenas porções de ovo cozido algumas vezes por semana.
Nunca adicione sal, manteiga, óleo, cebola, alho, bacon ou qualquer tempero. Cebola e alho são tóxicos para gatos (causam anemia hemolítica). O sal sobrecarrega os rins, já naturalmente sensíveis em felinos.
Atenção ao colesterol e gordura: a gema é rica em ambos. Gatos com sobrepeso, problemas cardíacos ou predisposição à pancreatite devem receber preferencialmente apenas a clara cozida.
As formas ideais são ovo cozido duro (casca retirada, amassado em pedaços pequenos) ou ovo mexido sem tempero, feito em frigideira antiaderente sem óleo ou sal. Deixe esfriar até temperatura ambiente antes de servir. Pode ser misturado a um pouco de ração úmida ou oferecido sozinho. A casca, cozida e moída em pó bem fino, também pode ser adicionada ocasionalmente como suplemento de cálcio — cerca de uma pitada na refeição.
Frequência: 1 a 2 vezes por semana, nunca diariamente.
Alguns gatos podem ter alergia ao ovo (não é frequente, mas existe). Fique atento a coceira excessiva, manchas vermelhas na pele, queda de pelo localizada, vômito, diarreia ou lambedura compulsiva após o consumo. Gatos com histórico de pancreatite, obesidade ou doença renal crônica devem receber ovo apenas sob orientação veterinária — ou evitar.